Glândulas localizadas atrás da tireoide produzem hormônios que regulam os níveis de cálcio no sangue
O câncer de paratireoide é um tipo de câncer raro, responsável por menos de 1% das doenças da paratireoide. Esse tumor atinge homens e mulheres de maneira semelhante, com uma leve predominância no sexo masculino, principalmente em pessoas com mais de 30 anos.
As paratireoides são quatro pequenas glândulas localizadas atrás da glândula tireoide, no pescoço, e sua principal função é regular os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do hormônio paratormônio ou paratireoidiano (PTH).
Apesar de a maioria dos nódulos ou alterações nas paratireoides ser benigna, em raríssimos casos pode surgir um tumor maligno. Por se tratar de uma condição incomum, o diagnóstico pode ser desafiador e, muitas vezes, ocorre de forma tardia. No entanto, o reconhecimento precoce dos sinais e o acompanhamento com um especialista são fundamentais para um tratamento eficaz.
Causas e fatores de risco do câncer de paratireoide
As causas exatas do câncer de paratireoide ainda não são totalmente compreendidas pela medicina. Acredita-se que mutações genéticas e alterações celulares estejam envolvidas no desenvolvimento do tumor, mas não há um fator único determinante.
Entre os fatores de risco já identificados, destacam-se:
- Histórico de hiperparatireoidismo primário: algumas pessoas com essa condição desenvolvem tumores malignos nas glândulas paratireoides;
- Síndromes genéticas hereditárias, como a síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (MEN1) e a síndrome de HPT-JT (síndrome do tumor mandibular com hiperparatireoidismo);
- Exposição à radiação na região do pescoço, seja por tratamentos anteriores ou fatores ambientais;
- Idade entre 45 e 60 anos: apesar de poder ocorrer em qualquer faixa etária, é mais comum nesse intervalo;
- Sexo masculino: o câncer de paratireoide é ligeiramente mais comum em homens do que em mulheres.
Principais sintomas do câncer de paratireoide
O câncer de paratireoide costuma ser assintomático por longos períodos, mas o principal indicativo da doença é a hipercalcemia (níveis muito altos de cálcio no sangue), por conta da produção excessiva de PTH. Essa condição provoca sintomas variados, que podem se confundir com os do hiperparatireoidismo benigno. Os principais são:
- Cansaço e sonolência;
- Fraqueza muscular;
- Dor óssea;
- Fraturas frequentes ou osteoporose;
- Pedras nos rins;
- Confusão mental;
- Perda de apetite;
- Náuseas e constipação;
- Nódulo palpável no pescoço, em alguns casos;
- Micção frequente;
- Desidratação;
- Arritmia cardíaca.
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O câncer na paratireoide é perigoso?
Sim. Embora seja raro, o câncer de paratireoide pode ser agressivo. O principal risco está na hipercalcemia grave e persistente, que pode comprometer órgãos vitais como rins, coração e sistema nervoso central. Além disso, o tumor pode crescer localmente e invadir estruturas próximas no pescoço, ou mesmo metastatizar para os pulmões, fígado e ossos.
A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente e tratado adequadamente, o prognóstico pode ser favorável.
Como o diagnóstico é realizado?
O diagnóstico do câncer de paratireoide é desafiador, porque as células malignas são semelhantes às de tumores benignos que atingem as glândulas. A investigação começa a partir dos sintomas sugestivos de hipercalcemia, sendo feita a partir de exames de sangue, raio-x, cintilografia óssea, cintilografia de paratireoides e tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
O diagnóstico definitivo geralmente é confirmado após a retirada da glândula e análise anatomopatológica da amostra de tecido.
Quais são os tratamentos para o câncer de paratireoide?
A principal opção de tratamento para o câncer de paratireoide é a cirurgia. A paratireoidectomia remove completamente a glândula afetada e, quando necessário, estruturas adjacentes que possam ter sofrido metástase.
Além da cirurgia, outros tratamentos podem ser indicados de acordo com o caso, como:
- Medicamentos para controle da hipercalcemia;
- Radioterapia em casos específicos, como recidiva local;
- Quimioterapia, raramente utilizada devido à baixa resposta na maioria dos casos.
O acompanhamento médico contínuo após o tratamento é essencial, pois o tumor pode recidivar, mesmo anos depois da cirurgia.
Quando o tratamento cirúrgico é recomendado?
A cirurgia é indicada sempre que há suspeita ou confirmação de câncer de paratireoide. O procedimento ideal é a paratireoidectomia em bloco, ou seja, a remoção da glândula afetada com margem de segurança, que pode incluir músculos, nervos e tecidos circundantes.
Se o câncer for identificado após uma cirurgia inicial para tratar hiperparatireoidismo, uma nova intervenção pode ser necessária para ampliar a ressecção.
A cirurgia também é recomendada nos casos em que há hipercalcemia severa e refratária, mesmo antes da confirmação histológica do câncer.
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Como prevenir o câncer de paratireoide?
Por se tratar de uma doença rara e de causa ainda pouco compreendida, não há formas específicas de prevenção conhecidas. No entanto, algumas medidas podem ajudar:
- Acompanhamento médico regular em casos de hiperparatireoidismo, especialmente se houver histórico familiar;
- Avaliação genética em pacientes com síndromes familiares associadas a neoplasias endócrinas;
- Controle rigoroso da exposição à radiação, principalmente em crianças e adolescentes;
- Manutenção da saúde óssea e renal, com check-ups regulares em pessoas com doenças endócrinas.
Qual médico realiza a cirurgia de câncer na paratireoide?
A cirurgia de câncer na paratireoide é realizada pelo cirurgião de cabeça e pescoço com experiência em doenças que acometem glândulas endócrinas cervicais. Esse profissional é habilitado a lidar com a complexidade anatômica da região do pescoço, garantindo maior segurança ao paciente.
Além disso, o trabalho com uma equipe multidisciplinar formada por endocrinologistas, oncologistas e patologistas é fundamental para o sucesso do tratamento e o acompanhamento de longo prazo.
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Fontes:

