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Tudo sobre o câncer de hipofaringe

Tudo sobre o câncer de hipofaringe
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
6 min. de leitura

Tipo raro de câncer de cabeça e pescoço costuma ser diagnosticado em estágios avançados e pode afetar funções da fala, da deglutição e da respiração

A faringe, também conhecida como garganta, é uma estrutura do trato respiratório e digestivo que se estende do fundo do nariz até o início do esôfago e da laringe. Ela é dividida em três partes: nasofaringe, que fica atrás do nariz, orofaringe, localizada na região posterior à boca, e hipofaringe, a porção inferior da faringe.

A principal função da hipofaringe é servir como um canal de passagem tanto para o ar quanto para os alimentos e líquidos, direcionando-os corretamente ao pulmão ou ao esôfago.

O câncer de hipofaringe é um tipo raro e agressivo de câncer de cabeça e pescoço, que merece atenção pelo fato de ser silencioso nos estágios iniciais. Confira todos os detalhes desta doença, seus fatores de risco, sintomas, formas de diagnóstico, tratamento e prevenção.

O que é o câncer de hipofaringe?

O câncer de hipofaringe é um tumor maligno que se desenvolve na parte inferior da faringe, próximo à laringe e ao esôfago. Ele é classificado como um carcinoma de células escamosas, já que se origina nas células epiteliais que revestem internamente essa região.

Por estar em uma área anatômica que influencia as funções da fala, da deglutição e da respiração, tumores nessa região podem comprometer seriamente a qualidade de vida do paciente.

Apesar de representar uma pequena parcela dos tumores de cabeça e pescoço, o câncer de hipofaringe costuma ser diagnosticado já em estágios avançados, o que exige atenção especial para sinais precoces e fatores de risco.

Principais fatores de risco do câncer de hipofaringe

Assim como outros tipos de câncer de cabeça e pescoço, o tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento de tumores na garganta. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, especialmente em associação ao cigarro e a outros produtos que contêm tabaco, potencializa ainda mais o risco de câncer de hipofaringe.

Outros fatores de risco conhecidos são:

  • Infecção pelo HPV;
  • Má higiene oral e uso de próteses mal adaptadas;
  • Refluxo gastroesofágico crônico;
  • Exposição ocupacional a substâncias químicas, como amianto, solventes e metais pesados.

Sinais e sintomas do câncer de hipofaringe

Observar os sintomas pode ser um fator preponderante para diagnosticar o câncer de hipofaringe ainda no início, o que faz toda a diferença para um prognóstico positivo da doença.

Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser leves ou confundidos com outras condições benignas. Dessa forma, preste atenção a sinais como:

  • Dor de garganta persistente;
  • Dificuldade para engolir (disfagia);
  • Engasgos;
  • Dor irradiada para o ouvido;
  • Rouquidão ou alteração na voz;
  • Sensação de corpo estranho na garganta;
  • Tosse crônica;
  • Perda de peso inexplicada;
  • Nódulos palpáveis no pescoço, indicando possível metástase para os linfonodos.

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O câncer na hipofaringe é grave?

Sim. Como dito anteriormente, o câncer de hipofaringe é considerado um dos mais agressivos tumores de cabeça e pescoço. Isso porque o tumor costuma ser diagnosticado tardiamente e tem alto potencial para se espalhar para estruturas adjacentes, como os linfonodos.

Além disso, esse câncer pode comprometer funções vitais, como respiração, fala e deglutição, e sua localização, de difícil acesso, torna o diagnóstico precoce ainda mais desafiador.

Como realizar o diagnóstico de câncer de hipofaringe?

O diagnóstico é realizado primeiramente com uma avaliação clínica detalhada, geralmente conduzida por um otorrinolaringologista ou cirurgião de cabeça e pescoço, que irá investigar os sintomas, hábitos de vida e histórico médico do paciente.

O médico também pode realizar um exame físico para examinar a garganta e apalpar o pescoço do paciente para verificar se existe inchaço dos gânglios linfáticos. O diagnóstico também envolve a realização de exames para determinar a extensão do tumor e outras características. Os principais destes exames são:

  • Nasofibrolaringoscopia: exame endoscópico que permite a visualização direta da hipofaringe;
  • Biópsia da lesão: coleta de tecido para confirmação do diagnóstico histopatológico;
  • Tomografia computadorizada ou ressonância magnética: exames de imagem que ajudam a mapear a extensão do tumor e o envolvimento de outras estruturas;
  • PET-CT: útil na avaliação da disseminação do câncer para outros órgãos.

Opções de tratamento do câncer de hipofaringe

O tratamento do câncer hipofaríngeo depende do estadiamento da doença e do estado de saúde do paciente. A cirurgia para remover a área afetada costuma ser uma opção bem-sucedida para tumores em estágios iniciais, pequenos e localizados em áreas favoráveis.

Já casos mais avançados (com metástase) ou nos quais não é possível remover o tumor cirurgicamente podem envolver uma combinação de diferentes abordagens, como quimioterapia e radioterapia.

A escolha do tratamento mais adequado é individualizada e discutida por uma equipe multidisciplinar.

Quando o tratamento cirúrgico é recomendado?

A cirurgia é recomendada quando o tumor é totalmente ressecável e está em estágio inicial ou intermediário. O tratamento cirúrgico é indicado também:

  • Quando há falha da quimioterapia ou da radioterapia;
  • Em casos de recidiva do câncer;
  • Para remover os linfonodos atingidos por metástase;
  • Quando é necessária a reconstrução funcional da deglutição e da fala;
  • Quando a qualidade de vida do paciente pós-tratamento será melhor com cirurgia do que com radioterapia exclusiva.

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Como prevenir o câncer de hipofaringe?

A prevenção do câncer de hipofaringe está relacionada a evitar os fatores de risco conhecidos para a doença. Nesse sentido, o paciente pode seguir as recomendações listadas abaixo:

  • Evitar o tabagismo e reduzir o consumo excessivo de álcool;
  • Vacinar-se contra o HPV, além de utilizar preservativos nas relações sexuais;
  • Manter uma higiene oral adequada, com visitas regulares ao dentista;
  • Tratar adequadamente o refluxo gastroesofágico;
  • Evitar exposição a agentes químicos nocivos no ambiente de trabalho.

Além disso, é fundamental estar atento aos sinais precoces e procurar atendimento médico ao primeiro sintoma persistente.

Qual médico realiza a cirurgia de câncer hipofaríngeo?

A cirurgia do câncer de hipofaringe é realizada pelo cirurgião de cabeça e pescoço, especialista capacitado no tratamento das neoplasias da região cervical, laringe, faringe e glândulas salivares. Esse profissional atua de forma integrada com otorrinolaringologistas, oncologistas clínicos, radioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas, formando uma equipe multidisciplinar que proporciona o melhor cuidado possível ao paciente.

Para mais informações sobre o câncer de hipofaringe, entre em contato agora mesmo com o Dr. Pablo Quintana e agende já sua consulta.

 

 

Fontes:

Dr. Pablo Quintana

Cleveland Clinic

Oncoguia