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A cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação?

A cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
6 min. de leitura

Após o procedimento, algumas mudanças na alimentação são necessárias, mas ainda assim é possível recuperar a qualidade de vida

O diagnóstico de câncer de boca vem acompanhado de muitas dúvidas, e uma das mais comuns é: a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação? É uma preocupação totalmente válida, uma vez que mastigar é essencial para se alimentar bem e preservar a saúde em geral.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontaram o surgimento de aproximadamente 15.100 novos casos de câncer de boca a cada ano do triênio entre 2023 e 2025.

A boa notícia é que, apesar de a cirurgia poder impactar diretamente a função bucal, existem estratégias de reabilitação que ajudam o paciente a retomar a mastigação.

O conteúdo a seguir vai mostrar quando é indicada, como é realizada e, principalmente, se a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação.

Câncer de boca: quando a cirurgia é indicada como opção de tratamento?

A cirurgia é considerada um passo fundamental para o tratamento do câncer oral e pode representar a chance de cura definitiva, principalmente quando o tumor é identificado em estágios iniciais. O objetivo é remover completamente a lesão com grande margem de segurança, o que vai reduzir o risco de reaparecimento da condição.

A cirurgia deve ser em conjunto à radioterapia ou quimioterapia, dependendo do estágio da doença e das características do tumor. Cada abordagem é individual, considerando o tamanho da lesão, a localização e as condições clínicas do paciente.

O procedimento cirúrgico visa não apenas tratar o câncer, mas principalmente preservar ao máximo as funções da boca – como fala, deglutição e mastigação. Mesmo assim, é comum que o paciente questione: “a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação?”, principalmente quando envolve áreas importantes como língua, mandíbula ou palato.

Como a cirurgia de câncer de boca é realizada?

Varia de acordo com o local e a extensão do tumor: em lesões menores, existe a possibilidade de ser feita uma remoção mais localizada; já em tumores maiores, pode ser necessário retirar parte da língua, do assoalho da boca, da gengiva ou até da mandíbula.

Em algumas situações também pode ocorrer esvaziamento cervical, fator que consiste na retirada de linfonodos do pescoço para controlar a doença. Tudo isso é planejado criteriosamente para garantir segurança oncológica.

Dependendo da área removida, ocorre a necessidade de reconstrução imediata, feita a partir da utilização de enxertos ou retalhos para restaurar a anatomia da região. É uma etapa muito importante porque influencia diretamente na resposta à pergunta: cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação? Quanto melhor a reconstrução funcional, maiores as chances de preservar a mastigação.

Cuidados no pós-operatório da cirurgia

O pós-operatório requer bastante atenção e acompanhamento próximo de uma equipe médica multidisciplinar. Nos primeiros dias, é comum haver inchaço, dor (que pode ser controlada com medicação) e dificuldade temporária para mastigar ou engolir, tudo isso a depender da extensão do procedimento e da localização e estadiamento do tumor.

Em relação aos cuidados, estão:

  • Acompanhamento da saúde dos dentes e da gengiva com dentistas pré e pós-operatórios;
  • Tratamento de alterações na fala e na deglutição com fonoaudiólogos;
  • Acompanhamento psicológico;
  • Fisioterapia respiratória e motora;
  • Acompanhamento com a equipe de dor;
  • Seguimento com a equipe de cuidados paliativos.

A alimentação provavelmente será ajustada de acordo com a evolução da cicatrização, podendo ser necessário suporte nutricional para evitar perda de peso. Isso porque a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação em diferentes graus, principalmente no começo da recuperação.

Com o passar das semanas, muitos pacientes apresentam melhora progressiva de toda a função bucal, especialmente quando seguem corretamente as orientações.

A cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação?

A resposta é sim. Na maioria das intervenções, a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação, porém o impacto varia bastante de pessoa para pessoa. A mastigação depende de fatores como dentes, língua, bochechas, mandíbula e coordenação muscular. Quando uma dessas estruturas é alterada, pode haver dificuldade para triturar os alimentos e conduzi-los para a deglutição.

Segundo especialistas, a dificuldade de mastigação acaba praticamente obrigando o paciente a evitar alimentos mais sólidos, dando preferência a opções mais macias. Isso causa alterações nutricionais se não houver acompanhamento adequado. Por isso, entender que a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação é o primeiro passo para buscar soluções de reabilitação.

Fatores que determinam a alteração na mastigação

A resposta para “cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação?” depende principalmente de três fatores:

Localização do tumor

Tumores na língua, principalmente na parte que é móvel, tendem a impactar mais a mastigação: a língua é um órgão que possui papel fundamental na manipulação do alimento dentro da boca. Quando a cirurgia envolve mandíbula ou gengiva, existem chances de alteração na estabilidade dos dentes, também interferindo na mastigação.

Extensão da ressecção

É até um pouco óbvio, mas, quanto maior a área removida, maior o impacto funcional. Ressecções amplas (termo médico para remover cirurgicamente parte de um tecido, estrutura ou órgão) podem comprometer músculos importantes para a mastigação e até para engolir.

Necessidade de reconstrução

A reconstrução é essencial para a recuperação, e técnicas modernas permitem restaurar volume, forma e, em muitos casos, parte da função. Uma reconstrução planejada pode reduzir significativamente o impacto quando a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação, favorecendo melhor adaptação do paciente no dia a dia.

Como funciona o processo de adaptação e reabilitação?

A reabilitação oral não é apenas sobre estética, ela é crucial para o bem-estar do paciente. Começa logo após a cirurgia e envolve uma equipe multidisciplinar:

  • Cirurgião de cabeça e pescoço;
  • Dentista especializado em reabilitação oral;
  • Fonoaudiólogo e nutricionista que atuam juntos para recuperar funções essenciais.

O fonoaudiólogo trabalha exercícios específicos para melhorar mobilidade e coordenação da língua e dos músculos da mastigação, enquanto o dentista pode planejar próteses ou outras soluções que ajudem a restabelecer a eficiência mastigatória.

É importante reforçar que a cirurgia de câncer na boca afeta a mastigação, mas a maioria dos pacientes consegue recuperar boa parte da função com acompanhamento adequado.

Com informação correta, suporte especializado e um plano individualizado, é possível retomar a alimentação com segurança e qualidade de vida. Por isso, entre em contato e agende sua consulta com o Dr. Pablo Quintana para entender melhor sobre a condição.

 

Fontes:

Dr. Pablo Quintana

Oncoguia