Câncer de garganta provoca dor ao engolir, rouquidão persistente e dificuldade respiratória, sendo tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia
O câncer na garganta afeta áreas como a faringe, a laringe e outras estruturas próximas, podendo impactar funções essenciais como a fala, a deglutição e a respiração. A detecção precoce é crucial para aumentar as chances de um tratamento eficaz, mas os primeiros sinais são, muitas vezes, confundidos com sintomas de gripe ou de outras condições menos graves. A seguir, saiba o que é o câncer na garganta, os sintomas, as causas e os tratamentos.
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O que é o câncer na garganta?
O câncer na garganta afeta estruturas como a língua, laringe, faringe e amígdalas. A orofaringe, que fica logo atrás da boca, é a área mais afetada, incluindo a base da língua, o palato mole, as amígdalas e as paredes laterais e posterior da garganta. O subtipo mais comum é o carcinoma espinocelular, um tipo de tumor formado por células escamosas. Tumores nessa região podem afetar funções vitais, como fala, respiração e deglutição.
Quais os primeiros sinais de câncer na garganta?
Os sintomas de câncer na garganta podem ser sutis no início, o que torna a detecção precoce desafiadora. Apesar dos sinais poderem variar conforme a localização do tumor, alguns dos primeiros e mais comuns incluem:
- Rouquidão;
- Alterações na voz;
- Dificuldade para engolir;
- Irritação na garganta que não melhora com tratamento;
- Dificuldade para respirar;
- Surgimento de caroços ou ínguas no pescoço;
- Dor persistente no ouvido;
- Tosse frequente;
- Ronco excessivo;
- Perda de peso inexplicada.
Como é feito o diagnóstico?
No contexto do câncer na garganta, sintomas costumam ficar mais evidentes conforme a doença avança. Dessa forma, o diagnóstico parte do relato dos incômodos do paciente e da observação do local pelo médico para avaliar a presença de lesões, sendo necessário realizar exames para a confirmação, que envolvem exames de imagem e testes laboratoriais.
Tipos de exames
O exame de laringoscopia é fundamental para uma avaliação precisa. Nesse procedimento, o médico utiliza um endoscópio, que é um aparelho com uma câmera, para visualizar áreas da garganta que não são acessíveis durante o exame físico. Caso sejam encontrados nódulos ou lesões suspeitas, é comum que o médico realize uma biópsia, retirando uma amostra de tecido para análise laboratorial, que permite determinar se o tumor é maligno ou benigno.
Exames de imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, são solicitados para detectar alterações e nódulos nas estruturas da garganta, além de fornecerem informações precisas sobre a localização, o tamanho e a extensão do tumor. Eles também permitem avaliar possíveis envolvimentos de tecidos próximos e a presença de metástases em linfonodos ou outros órgãos.
Quais são as causas mais comuns de câncer na garganta?
O desenvolvimento do câncer na garganta está relacionado a diversos fatores de risco. Hábitos como o consumo excessivo de álcool e o tabagismo são os principais responsáveis pelo aumento das chances de desenvolvimento da doença. O uso de cigarros, charutos, cachimbos e narguilé, que contêm tabaco, expõe os tecidos da região a substâncias tóxicas que os danificam.
Além disso, se houver casos de câncer na garganta em parentes próximos, o risco de desenvolver a doença aumenta, uma vez que a hereditariedade está relacionada às causas da doença. A infecção por HPV (Papilomavírus Humano), transmitido principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas, também é uma causa significativa.
Quais são os tratamentos para câncer na garganta?
Além de saber o contexto do câncer na garganta, sintomas e causas, é preciso entender como funciona o tratamento, que depende de vários fatores, como o estágio da doença, a presença de metástases e as condições gerais do paciente. A cirurgia é a principal opção para tumores pequenos e localizados, sendo realizada com o objetivo de remover o tumor e parte do tecido afetado.
Em alguns casos, a cirurgia é combinada com outros tratamentos, como a radioterapia, que utiliza radiação para destruir as células cancerígenas. A radioterapia pode ser aplicada após a cirurgia ou, quando a cirurgia não é uma opção viável, como tratamento principal. A quimioterapia também é utilizada para destruir células cancerígenas ou impedir seu crescimento.
Câncer na garganta tem cura?
Quando o câncer na garganta é identificado em estágios iniciais e o tratamento é iniciado de forma rápida, as chances de cura aumentam. Isso ocorre porque é possível intervir antes que o tumor se espalhe, controlando sua progressão e evitando a metástase para outras partes do corpo. O tratamento imediato melhora as perspectivas de sobrevivência e reduz a necessidade de terapias mais agressivas.
Ainda assim, o tratamento do câncer na garganta pode resultar em sequelas, como alterações na voz ou dificuldades para engolir, especialmente quando há remoção de órgãos ou estruturas da garganta. Por isso, o acompanhamento após o tratamento é fundamental para auxiliar na recuperação das funções afetadas, como a fala e a deglutição.
Quando procurar um médico especialista?
É importante procurar um médico especialista em cabeça e pescoço ao notar sintomas e sinais suspeitos relacionados à região da garganta. Alguns indícios da necessidade de uma consulta incluem:
- Rouquidão;
- Dor de garganta;
- Dificuldade para engolir ou respirar;
- Nódulos ou caroços no pescoço;
- Perda de peso inexplicada.
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