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Nasofibrolaringoscopia: o que o exame detecta?

Nasofibrolaringoscopia: o que o exame detecta?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
4 min. de leitura

Exame é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico de diversas condições que podem acometer a garganta, nariz e laringe

A nasofibrolaringoscopia é um exame que utiliza imagens para avaliar as vias aéreas superiores. Desse modo, é possível identificar diversas condições que acometem a cavidade nasal, faringe e laringe, como inflamações, pólipos, obstruções e tumores, que podem causar distúrbios respiratórios e problemas de voz, por exemplo.

Neste artigo, você vai entender o que é a nasofibrolaringoscopia, como o exame é feito, quando ele é indicado, seus riscos e os cuidados após o procedimento.

O que é a nasofibrolaringoscopia?

A nasofibrolaringoscopia é um exame endoscópico realizado com o auxílio de um aparelho chamado nasofibroscópio, um tubo fino, flexível e equipado com uma câmera na ponta.

Esse equipamento é introduzido pela narina do paciente, permitindo a visualização detalhada das estruturas internas do nariz, da faringe e da laringe, inclusive das cordas vocais.

Trata-se de uma ferramenta fundamental para o diagnóstico de alterações anatômicas, inflamações, infecções e presença de lesões benignas ou malignas. Além disso, é utilizada para o acompanhamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

Como é feito o exame?

A nasofibrolaringoscopia é um exame seguro, que pode ser realizado em consultório e não requer nenhum preparo específico. No entanto, pode ser solicitado que o paciente faça um pequeno jejum algumas horas antes, para evitar náuseas e vômitos.

O paciente fica acordado durante todo o procedimento e é posicionado sentado para facilitar a introdução do nasofibroscópio no nariz. Antes disso, é aplicado um anestésico local na forma de spray nasal para minimizar o desconforto da inserção do tubo.

O médico introduz o aparelho suavemente pela narina, guiando-o até a garganta. A câmera transmite as imagens em tempo real para um monitor, possibilitando a análise das estruturas internas das vias aéreas e digestivas superiores.

O procedimento costuma durar entre 10 e 15 minutos e, embora possa gerar uma leve sensação de incômodo ou vontade de espirrar, geralmente não é doloroso.

Em alguns casos, o médico pode solicitar ao paciente que emita sons, coloque a língua para fora ou fale palavras específicas para ajudar na avaliação da mobilidade das cordas vocais e de outras áreas a serem analisadas.

Quando é indicado realizar a nasofibrolaringoscopia?

A nasofibrolaringoscopia é indicada para diagnosticar e avaliar sintomas relacionados a distúrbios da voz, respiração ou deglutição. As principais indicações e condições que podem ser diagnosticadas com o exame são:

  • Rouquidão persistente acima de duas semanas ou alterações na voz;
  • Dor ou sensação de corpo estranho na garganta;
  • Dificuldade para engolir alimentos ou líquidos;
  • Problemas respiratórios, como tosse crônica, sinusite e faringite;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Nódulos ou presença de pólipos detectados em exames de imagem;
  • Suspeita de tumores nas regiões nasal, faríngea ou laríngea.

Esse exame também pode ser solicitado para pacientes submetidos a cirurgias na região da cabeça e pescoço como parte da avaliação pré e pós-operatória.

O que o exame de nasofibrolaringoscopia detecta?

O exame de nasofibrolaringoscopia detecta alterações nas vias aéreas superiores, incluindo:

  • Problemas vocais: Nódulos, pólipos e cistos nas cordas vocais.
  • Inflamações e infecções: Sinusite, rinite e laringite.
  • Problemas de deglutição: Causas da dificuldade para engolir.
  • Massas e tumores: Lesões benignas ou malignas na cavidade nasal, faringe e laringe.

Riscos e considerações

A nasofibrolaringoscopia é considerada um exame seguro e de baixo risco, podendo também ser realizada por crianças e idosos. Apesar de mínimas, algumas complicações podem surgir, entre elas:

  • Sangramento nasal leve;
  • Reações à anestesia local, embora incomuns;
  • Náuseas momentâneas durante a passagem do tubo pela garganta.

Pacientes com obstruções nasais severas, desvio de septo considerável ou quadros infecciosos agudos podem apresentar maior dificuldade na realização do exame. Por isso, a avaliação prévia com um especialista é fundamental para determinar a melhor abordagem.

Cuidados pós-exame de nasofibrolaringoscopia

Após a nasofibrolaringoscopia, o paciente pode retomar suas atividades de rotina, incluindo trabalho e alimentação. No entanto, é recomendável aguardar cerca de 60 minutos para comer ou beber, até que o efeito da anestesia local passe completamente, evitando engasgos.

Caso ocorra um leve sangramento nasal ou sensação de irritação na garganta, isso tende a desaparecer em poucas horas. Se os sintomas persistirem, é importante entrar em contato com o médico responsável.

Outras recomendações que podem ser feitas após a realização da nasofibrolaringoscopia são o uso de analgésicos em caso de dor ou desconforto leve e evitar forçar a voz nas primeiras horas após o exame.

O resultado da avaliação costuma ser imediato, com as imagens sendo discutidas com o paciente ainda durante a consulta. Em alguns casos, pode ser necessário o encaminhamento para exames complementares ou biópsias, dependendo do que for identificado.

Para saber mais informações sobre a nasofibrolaringoscopia, entre em contato agora mesmo e agende uma consulta com o Dr. Pablo Quintana.

 

Fonte:

Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP)