Extensão da cirurgia, indicações e recuperação são as principais diferenças entre os procedimentos
A cirurgia de tireoide, conhecida como tireoidectomia, é um procedimento que envolve a retirada total ou parcial da glândula. Normalmente, ela é indicada para tratar condições que comprometem a anatomia ou o funcionamento da tireoide, órgão localizado na parte anterior do pescoço, responsável por produzir hormônios que regulam o metabolismo do corpo humano.
A presença de nódulos, tumores, aumento do volume da glândula (doença conhecida como bócio) e deficiência ou excesso de hormônios tireoidianos são condições que podem justificar a tireoidectomia total e parcial.
A seguir, confira as diferenças entre tireoidectomia total e parcial, quando é indicado cada procedimento e as vantagens de cada tipo de cirurgia de tireoide.
Especialista em cirurgia na tireoide: conheça o Cirurgião Dr. Pablo Quintana!
O que é uma tireoidectomia total?
A tireoidectomia total é a cirurgia que remove toda a glândula tireoide, ou seja, o lobo direito, o lobo esquerdo e o istmo. O procedimento pode ser necessário para tratar doenças mais sérias que acometem a glândula, como câncer de tireoide e outras condições que veremos a seguir.
Quais as indicações para tireoidectomia total?
A tireoidectomia total costuma ser recomendada nos seguintes casos:
- Diagnóstico confirmado de câncer de tireoide;
- Presença de nódulos com características suspeitas de malignidade em ambos os lobos da glândula;
- Doenças autoimunes graves que causam danos irreversíveis à tireoide, como doença de Graves ou doença de Hashimoto;
- Bócio volumoso que compromete estruturas vizinhas, como traqueia e esôfago;
- Hipertireoidismo com falha ao tratamento clínico;
- Reoperações em que há maior risco de progressão da doença.
Quais as vantagens da tireoidectomia total?
A principal vantagem da tireoidectomia total é a eliminação completa do tecido tireoidiano, reduzindo o risco de recidiva em casos de câncer ou hiperfunção glandular. Além disso, ela permite melhor controle do quadro por meio da reposição hormonal com levotiroxina, que é padronizada e monitorada. Em casos oncológicos, também possibilita o uso da iodoterapia como complemento do tratamento.
O que é uma tireoidectomia parcial?
A tireoidectomia parcial, também chamada de lobectomia, consiste na remoção de apenas uma parte da glândula, geralmente um dos lobos tireoidianos, com ou sem o istmo. Essa técnica é indicada quando a doença está restrita a uma porção da tireoide e não há necessidade de retirar toda a glândula.
Quais as indicações para tireoidectomia parcial?
A tireoidectomia parcial é indicada principalmente em casos de nódulos benignos em apenas um dos lobos ou quando há hipertireoidismo localizado. Outras indicações são:
- Nódulos malignos pequenos sem sinais de agressividade;
- Cistos tireoidianos sintomáticos e de grande volume;
- Bócios unilaterais.
Quais as vantagens da tireoidectomia parcial?
A grande vantagem da tireoidectomia parcial é a possibilidade de preservação de parte da função tireoidiana. Isso significa que, em muitos casos, o paciente não precisará fazer reposição hormonal após a cirurgia, pois a porção restante da tireoide continuará a produzir hormônios.
Os riscos de complicações como parestesia e lesões nervosas também são reduzidos nesta cirurgia porque há menos manipulação de nervos e das glândulas paratireoides. Outra vantagem da tireoidectomia parcial em relação à total é uma recuperação mais rápida do paciente.
Tireoidectomia total e parcial: quais são as principais diferenças?
Ao descrever as indicações e vantagens de cada procedimento, é possível notar as diferenças entre a tireoidectomia total e parcial. A principal delas é em relação à extensão da cirurgia, uma vez que a tireoidectomia total remove toda a glândula, enquanto a parcial apenas uma parte. Por preservar uma parte da glândula, a tireoidectomia parcial permite que muitos pacientes não necessitem fazer reposição hormonal, o que não acontece quando toda a tireoide é removida.
As indicações para tireoidectomia total e parcial também diferem, conforme foi destacado anteriormente. Além disso, a tireoidectomia total apresenta um risco maior de hipoparatireoidismo e lesão do nervo laríngeo recorrente, embora sejam eventos raros quando o procedimento é feito por um cirurgião experiente. Em contrapartida, o risco de recidiva é geralmente menor na tireoidectomia total em casos oncológicos.
Como é feita a escolha entre os procedimentos?
Como pudemos notar, tanto a tireoidectomia total quanto a parcial têm vantagens e riscos específicos, que devem ser considerados. Portanto, a decisão entre tireoidectomia total e parcial deve ser tomada de forma individualizada, baseada em fatores, como:
- Diagnóstico preciso (benigno ou maligno);
- Tamanho, localização e características do nódulo;
- Presença de sintomas compressivos;
- Risco de malignidade;
- Histórico familiar de câncer de tireoide;
- Preferência do paciente e possibilidade de acompanhamento pós-operatório.
O cirurgião de cabeça e pescoço, geralmente em conjunto com o endocrinologista, avalia todos esses critérios para definir a melhor abordagem para o paciente.
Cuidados pós-operatórios da tireoidectomia total e parcial
Na ausência de complicações, o paciente recebe alta hospitalar no dia seguinte à cirurgia e deve evitar esforços físicos mais intensos nas primeiras semanas, assim como tomar medicações analgésicas e anti-inflamatórias para aliviar dores cervicais e outros possíveis desconfortos.
O acompanhamento médico contínuo é um cuidado obrigatório, seja em casos de tireoidectomia total ou parcial. Isso porque pacientes que retiraram parte da tireoide devem fazer o monitoramento da função tireoidiana com exames de sangue para verificar os níveis hormonais.
Já pacientes que se submeteram a uma tireoidectomia total precisam fazer a reposição hormonal com levotiroxina e monitorar os níveis hormonais de TSH e T4 livre para evitar o hipotireoidismo.
Outros cuidados pós-operatórios recomendados são:
- Cuidar da ferida cirúrgica para evitar infecções;
- Evitar exposição solar para não prejudicar a cicatrização;
- Observar sinais de complicações, como rouquidão persistente, formigamento ou câimbras, que podem indicar alteração nos níveis de cálcio.
Qual médico realiza a tireoidectomia total e parcial?
A tireoidectomia é realizada pelo cirurgião de cabeça e pescoço, profissional especializado em cirurgias na região cervical. Esse especialista possui conhecimento e qualificação para realizar procedimentos do tipo com segurança e precisão, respeitando as estruturas delicadas próximas à glândula, como as paratireoides e os nervos responsáveis pela voz.
Para saber mais informações sobre tireoidectomia total e parcial, entre em contato agora mesmo com o Dr. Pablo Quintana e agende já sua consulta.
Fontes:

