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Tireoidectomia total e parcial: quais são as principais diferenças?

Tireoidectomia total e parcial: quais são as principais diferenças?
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
5 min. de leitura

Extensão da cirurgia, indicações e recuperação são as principais diferenças entre os procedimentos

A cirurgia de tireoide, conhecida como tireoidectomia, é um procedimento que envolve a retirada total ou parcial da glândula. Normalmente, ela é indicada para tratar condições que comprometem a anatomia ou o funcionamento da tireoide, órgão localizado na parte anterior do pescoço, responsável por produzir hormônios que regulam o metabolismo do corpo humano.

A presença de nódulos, tumores, aumento do volume da glândula (doença conhecida como bócio) e deficiência ou excesso de hormônios tireoidianos são condições que podem justificar a tireoidectomia total e parcial.

A seguir, confira as diferenças entre tireoidectomia total e parcial, quando é indicado cada procedimento e as vantagens de cada tipo de cirurgia de tireoide.

Especialista em cirurgia na tireoide: conheça o Cirurgião Dr. Pablo Quintana!

CONTATO

O que é uma tireoidectomia total?

A tireoidectomia total é a cirurgia que remove toda a glândula tireoide, ou seja, o lobo direito, o lobo esquerdo e o istmo. O procedimento pode ser necessário para tratar doenças mais sérias que acometem a glândula, como câncer de tireoide e outras condições que veremos a seguir.

Quais as indicações para tireoidectomia total?

A tireoidectomia total costuma ser recomendada nos seguintes casos:

  • Diagnóstico confirmado de câncer de tireoide;
  • Presença de nódulos com características suspeitas de malignidade em ambos os lobos da glândula;
  • Doenças autoimunes graves que causam danos irreversíveis à tireoide, como doença de Graves ou doença de Hashimoto;
  • Bócio volumoso que compromete estruturas vizinhas, como traqueia e esôfago;
  • Hipertireoidismo com falha ao tratamento clínico;
  • Reoperações em que há maior risco de progressão da doença.

Quais as vantagens da tireoidectomia total?

A principal vantagem da tireoidectomia total é a eliminação completa do tecido tireoidiano, reduzindo o risco de recidiva em casos de câncer ou hiperfunção glandular. Além disso, ela permite melhor controle do quadro por meio da reposição hormonal com levotiroxina, que é padronizada e monitorada. Em casos oncológicos, também possibilita o uso da iodoterapia como complemento do tratamento.

O que é uma tireoidectomia parcial?

A tireoidectomia parcial, também chamada de lobectomia, consiste na remoção de apenas uma parte da glândula, geralmente um dos lobos tireoidianos, com ou sem o istmo. Essa técnica é indicada quando a doença está restrita a uma porção da tireoide e não há necessidade de retirar toda a glândula.

Quais as indicações para tireoidectomia parcial?

A tireoidectomia parcial é indicada principalmente em casos de nódulos benignos em apenas um dos lobos ou quando há hipertireoidismo localizado. Outras indicações são:

  • Nódulos malignos pequenos sem sinais de agressividade;
  • Cistos tireoidianos sintomáticos e de grande volume;
  • Bócios unilaterais.

Quais as vantagens da tireoidectomia parcial?

A grande vantagem da tireoidectomia parcial é a possibilidade de preservação de parte da função tireoidiana. Isso significa que, em muitos casos, o paciente não precisará fazer reposição hormonal após a cirurgia, pois a porção restante da tireoide continuará a produzir hormônios.

Os riscos de complicações como parestesia e lesões nervosas também são reduzidos nesta cirurgia porque há menos manipulação de nervos e das glândulas paratireoides. Outra vantagem da tireoidectomia parcial em relação à total é uma recuperação mais rápida do paciente.

Tireoidectomia total e parcial: quais são as principais diferenças?

Ao descrever as indicações e vantagens de cada procedimento, é possível notar as diferenças entre a tireoidectomia total e parcial. A principal delas é em relação à extensão da cirurgia, uma vez que a tireoidectomia total remove toda a glândula, enquanto a parcial apenas uma parte. Por preservar uma parte da glândula, a tireoidectomia parcial permite que muitos pacientes não necessitem fazer reposição hormonal, o que não acontece quando toda a tireoide é removida.

As indicações para tireoidectomia total e parcial também diferem, conforme foi destacado anteriormente. Além disso, a tireoidectomia total apresenta um risco maior de hipoparatireoidismo e lesão do nervo laríngeo recorrente, embora sejam eventos raros quando o procedimento é feito por um cirurgião experiente. Em contrapartida, o risco de recidiva é geralmente menor na tireoidectomia total em casos oncológicos.

Como é feita a escolha entre os procedimentos?

Como pudemos notar, tanto a tireoidectomia total quanto a parcial têm vantagens e riscos específicos, que devem ser considerados. Portanto, a decisão entre tireoidectomia total e parcial deve ser tomada de forma individualizada, baseada em fatores, como:

  • Diagnóstico preciso (benigno ou maligno);
  • Tamanho, localização e características do nódulo;
  • Presença de sintomas compressivos;
  • Risco de malignidade;
  • Histórico familiar de câncer de tireoide;
  • Preferência do paciente e possibilidade de acompanhamento pós-operatório.

O cirurgião de cabeça e pescoço, geralmente em conjunto com o endocrinologista, avalia todos esses critérios para definir a melhor abordagem para o paciente.

Cuidados pós-operatórios da tireoidectomia total e parcial

Na ausência de complicações, o paciente recebe alta hospitalar no dia seguinte à cirurgia e deve evitar esforços físicos mais intensos nas primeiras semanas, assim como tomar medicações analgésicas e anti-inflamatórias para aliviar dores cervicais e outros possíveis desconfortos.

O acompanhamento médico contínuo é um cuidado obrigatório, seja em casos de tireoidectomia total ou parcial. Isso porque pacientes que retiraram parte da tireoide devem fazer o monitoramento da função tireoidiana com exames de sangue para verificar os níveis hormonais.

Já pacientes que se submeteram a uma tireoidectomia total precisam fazer a reposição hormonal com levotiroxina e monitorar os níveis hormonais de TSH e T4 livre para evitar o hipotireoidismo.

Outros cuidados pós-operatórios recomendados são:

  • Cuidar da ferida cirúrgica para evitar infecções;
  • Evitar exposição solar para não prejudicar a cicatrização;
  • Observar sinais de complicações, como rouquidão persistente, formigamento ou câimbras, que podem indicar alteração nos níveis de cálcio.

Qual médico realiza a tireoidectomia total e parcial?

A tireoidectomia é realizada pelo cirurgião de cabeça e pescoço, profissional especializado em cirurgias na região cervical. Esse especialista possui conhecimento e qualificação para realizar procedimentos do tipo com segurança e precisão, respeitando as estruturas delicadas próximas à glândula, como as paratireoides e os nervos responsáveis pela voz.

Para saber mais informações sobre tireoidectomia total e parcial, entre em contato agora mesmo com o Dr. Pablo Quintana e agende já sua consulta.

 

Fontes:

Dr. Pablo Quintana

Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica